Thursday, June 30, 2005

Sonho

Não hei-de deixar este mundo sem dar uma valente coça na palhaça da Praça da Alegria. Palavra de honra...

Óbito

Emídio Guerreiro era daquelas pessoas que nos faziam acreditar que a vida eterna era, de alguma forma, possível. Morreu aos 105 anos.

Sunday, June 26, 2005

Papá babado!!!

Nunca me tinha ocorrido!

Os ministros das Finanças da Ásia e Europa concluíram, num encontro em Tianjin, na China, que a subida do preço do petróleo é a maior ameaça ao crescimento económico regional e global

Private joke

Domingo. Caiu uma avioneta em Espinho. Aposto que há por aí quem se lembre destes dias...

Saturday, June 18, 2005



Os anos 80 foram absolutamente geniais. Hoje estive a ver o Verão Azul e brinquei um pouco com um raro ZX Spectrum 48K em pleno funcionamento. Load " "... Para ajudar à festa, das colunas sai «Panic» dos Smiths...

É bom sim senhor. Não extraordinário. Apenas bom.

Monday, June 13, 2005

"Olhe que não..."

A 6 de Novembro de 1975, em ambiente de grande tensão política, os "inimigos íntimos" Álvaro Cunhal e Mário Soares protagonizaram o maior debate da política portuguesa, reeditado 22 anos depois, quando já estavam afastados da política activa. Em 1975, um ano depois da revolução dos cravos, quando Álvaro
Cunhal e Mário Soares se encontraram no primeiro frente-a-frente televisivo eram líderes de dois dos grandes partidos portugueses, PS e PCP, numa altura em que se radicalizava a luta entre a esquerda e a direita.
Num ambiente que muitos consideraram de pré-guerra civil, os dois grandes adversários falaram durante três horas e quarenta minutos, num debate acesso em que a divisão entre ambos ficou clara.
A influência do Movimento das Forças Armadas na vida política portuguesa, o domínio da comunicação social estatizada, as manifestações das forças trabalhadoras, a descolonização, o sistema político, foram alguns dos assuntos "quentes", numa altura de pós-revolução em que o que estava em causa era o "modelo democrático" a seguir.
Acusando Cunhal de querer "transformar o país numa ditadura", Mário Soares teve como resposta uma frase de Álvaro Cunhal que é até hoje recordada: "olhe que não, doutor, olhe que não".
No final do debate, Cunhal perguntou directamente a Mário Soares qual o caminho que o PS pretendia seguir: "vai o PS rever o seu sistema de alianças no sentido de deixar as alianças reaccionárias e procurar alianças com as forças de esquerda, do progresso e da revolução".
De forma peremptória, Mário Soares respondeu: "Há duas concepções de socialismo, uma democrática e outra totalitária, que prescinde do valor das liberdades para organizar uma sociedade que se diz socialista, mas que não passa de capitalismo de Estado e de fachada socialista e de repressão política feroz".
"Se o PCP renunciar à sua estratégia golpista, se defender o valor das liberdades, à semelhança de outros partidos comunistas europeus que defendem que o socialismo deve passar por um consenso popular, então estão criadas as condições para trabalhar em unidade", acrescentou Mário Soares, marcando definitivamente a separação entre os dois.
Vinte e dois anos mais tarde, Cunhal e Soares voltaram a debater na televisão o futuro de Portugal, na reedição do "quente" debate de 1975.
Na altura, assumindo-se como um "vencido" da revolução, Cunhal confessou ter muito prazer em debater com "quem tinha outros projectos que acabaram vencedores".
A União Europeia foi o tema central do frente-a-frente que acabou por revelar um Mário Soares "mais à esquerda" e "quase ferozmente anti-americano" e um Álvaro Cunhal mais frágil, com menos argumentos e que, para espanto do próprio ex-Presidente da República, chegou a reconhecer que não há alternativa ao projecto europeu.
Desta feita, foi Soares que repetiu a frase célebre de Cunhal no debate de 1975 - "olhe que não, olhe que não" - quando respondia a uma questão de Cunhal sobre a "ditadura do banco central alemão".
O último debate dos "inimigos íntimos", expressão que Mário Soares inventou, mas que Cunhal sempre recusou, terminou com uma profissão de fé na "esquerda" por parte do ex-Presidente da República e um Álvaro Cunhal mais na defensiva, já debilitado pela doença.

Álvaro Cunhal (1913-2005)

Fecha-se um ciclo na política portuguesa. E com a morte do seu líder histórico o PCP terá que repensar o seu caminho.

Eugénio de Andrade (1923-2005)

A poesia portuguesa fica mais pobre.

Saturday, June 11, 2005

RIP

Adeus companheiro Vasco!

Thursday, June 09, 2005


De folga, muito calor, na praia, um livro e, claro está, um refrescante gin tónico. That's life!!!!!!!

Monday, June 06, 2005

Merecido

O escritor albanês Ismail Kadaré venceu o Man Booker International Prize. Estavam na corrida nomes como «Gabo», Milan Kundera ou Ian McEwan. Obrigatório ler «Três cantos fúnebres pelo Kosovo». Mais informações aqui.

Onde? Onde?

O BBVA estima que a economia portuguesa tenha saído da recessão técnica no primeiro trimestre deste ano, segundo os dados de um estudo hoje divulgados pela instituição financeira.

Se os tugas sabem estão feitos!

A nova administração das Minas da Pnasqueira vai aumentar os trabalhadores em 40 euros mensais. O Sindicato Mineiro pedia 35. Ficou ainda acordado um aumento automático em Janeiro de 2006 igual à inflação que vier a ser anunciada pelo Governo. Os senhores em causa são americanos e se os empresários tugas os apanham está prometido um arraial de facho...

Wednesday, June 01, 2005


Saber quem foi o «Garganta Funda» retira aos escândalo Watergate, jornalisticamente falando, muito do seu encanto. Preferia ter permanecido na ignorância...

Ciao e obrigado!!!